Buteca das Vadias: Se Toca, Mulher!!

cartaz_buteca_unhapintadaButeca das Vadias

SE TOCA, MULHER!

Vamos celebrar e incentivar uma prática milenar: a siririca.

Queremos falar da sexualidade feminina, seus tabus, suas invisibilidades, inverdades, verdades ótimas, as gostosuras bem molhadinhas, as váaaaaaaarias possibilidades, tocando, gemendo e arfando numa noite de clímax!

A gente pode (e deve) ter prazer com a gente mesma!!! É maravilhoso.

Vamos juntas nesse sábado? Vai ser bapho.
Dia 25/04, no Bar do Ademir (em frente a entrada do meio da Moradia da Unicamp, em Barão Geraldo), a partir das 19h.
Chega cedo que acaba cedo, o bar fecha a uma da manhã, sem pestanejar.
Cinco reais de entrada e uma noite de muita animação!

Convida todo mundo!!!
Evento no face

Balanço das atividades de 2014 – Coletiva das Vadias de Campinas

2014 passou e vamos relembrar aqui a vadiagem que fizemos durante todo o ano…

08 de Março – Participamos de toda organizacao e realizamos o Jogral no Ato do Dia Internacional das Mulheres em Campinasreuniao para oito de marco 2014 reuniao para oito de marco 2014 (1)

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17/03 – Debate Descriminalização X Legalização – CR DST/Aids

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Curso de Formação das Promotoras Legais Populares Associação Cida da Terra (03/2014 – 09/2014)

curso plps d curso plps c  curso plps a curso plpscurso plps b23/03 – 8a Feijoada das Marias do Jongo,

Feijoada Marias do Jongo 230314 (5)

29/03 – Buteco das Vadias – Mulheres em Luta (ReaJa),buteco mulheres em luta 290314 b buteco mulheres em luta 290314 c

02/04 – Ato do Sindicato das Domésticas um ano da PEC 72/13 sem regulamentação

Ato domesticas 020414 (1)  Ato domesticas 020414 (3) Ato domesticas 020414 (4) Ato domesticas 020414 (5) Ato domesticas 020414 (2)Ato domesticas 020414 (8)30/04 – Colagem de cartazes no Jardim America: protesto aos casos de violência ocorrido nos bairro.

10/05 – Marcha da Maconha de Campinas

marcha da maconha marcha da maconha 2

10/05 – Bananas x Vadias – debate sobre racismo na mídia com a escritora Cidinha da Silva

bananas x vadias

18/05 – Atividade na Comunidade Menino Chorão – Dia Cultural: Inauguração da Oficina Cultural de Mulheres,

inauguracao centro cultural menino chorao b

inauguracao centro cultural menino chorao inauguracao centro cultural menino chorao 180514 inauguracao centro cultural menino chorao  180514

19/05 – Cine Vadia : Filme Thelma e Louise,

21/05 – GruVa Educação : Oficina Construção Social dos Gêneros com professores da Escola Estadual Telêmeco Paioli Melges – San Martin

02/06 – Puta Dei

 puta dei 020614 putadei 020614

07/06 – Ato contra a revogação da portaria 415 – legalização do aborto em SP

ato contra revogacao portaria 415 SP 070614 16/06 – Formacao da Auto-Defesa com Lauren Souza,

formacao com a lauren

03/07 – Debate Legalização X Descriminalizacao do aborto,

aborto 2 030714

19/07 – Exibição do filme Mulheres Guerreiras : desbravando as estradas da vida – Jardim Itatinga

desbavando estradas da vida20/07 – Tradicional Feijoada das Domésticas

tradicional feijoada das domesticas 20071422/07 – Formação Interna sobre Diretos Sexuais e Reprodutivos com Claudia Barros

formacao interna 220714 (2)23/07 – Debate e apresentacao do Filme Mulheres Guerreiras no MIS

26/07 – Encontro de mulheres – Oficina com Forum pela Humanização do parto na Comunidade Menino Chorão

encontro na comunidade menino chorao 260714 (2)01 e 02/ 08 – I Congresso Estadual de Mulheres Catadoras

congresso_foto16/08 – Reuniao aberta para organizacao do Ato pela Descriminalização do Aborto,

17/08 – Frango com Polenta e Politica organizado pelas PLPs,

frango polenta e politicafrango polenta e politica 3

19/08 – GruVa Educação : Palestra Feminismo – ETEC Rosa Perrone Scavone – Itatiba

 29/08 – Desabrocha sapatônico (junto com o Coletivo Babado)

 13/09 – Buteco das Vadias – Descriminalização do Aborto,

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18/09 – GruVa Educação – Exibição do Filme Mulheres Guerreiras : desbravando as estradas da vida – Escola Estadual Reverendo Profº José Carlos Nogueira – Bela Vista

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21/09 – Parada LGBT de Campinas, com Coletivo Babado e Grupo Identidadebonde dxs coloridxs

 27/09 – Marcha das Vadias de Campinas pela Descriminalização do Aborto.

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19/10 – Almoço em honra de Laudelina e inauguração do Espaço Interativo Laudelina de Campos Melo no Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas

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16/11 – Debate Prostituição Regulamentada: Pra Quem e Por Quê? Com Grupo Identidade

debate regulamentacao prostituicao 161114E QUE 2015 SEJA DE MUITA VADIAGEM, MUITA LUTA E MUITAS CONQUISTAS!

MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!!!

Buteco das Vadias pela Descriminalização do Aborto

Aeee!
Vem aí o quarto BUTECO DAS VADIAS pra animar a galera!
Do jeitinho que vocês conhecem, liberdade, libertinagem e música boa.

E dessa vez ainda com um plus: é a preparação para a Marcha das Vadias de Campinas em manifestação pela Descriminalização do Aborto!
Fiquem atentxs que logo divulgaremos mais informações!!!

Aonde? No Bar do Ademir, em frente ao portão do meio da moradia da Unicamp (Avenida Santa Isabel, Barão Geraldo)

Estaremos cobrando entrada (R$5,00) para financiar ações de luta contra a violência contra a mulher e nossas ações de incentivo à discussão pela descriminalização do aborto.

Cheguem cedo pra vadiar bastante! O Buteco fecha à 01h da manhã, sem mais delongas…

Evento no face

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Bananas X Vadias

Uma banana jogada em direção a um jogador negro durante um jogo de futebol. Isso, o ato de racismo contra o jogador Daniel Alves. Depois a onda ‪#‎SomosTodosMacacos‬. A adesão e a polêmica. Uma campanha antirracista ou a reprodução de um racismo que é sempre do outro? Ai alguém argumenta: a palavra “macaco” ganha outro significado na campanha, o que pode ser comparado com o que acontece com a palavra “vadia” na Marcha das Vadias. Peraí!!! Não é a mesma coisa, não! Mexeu com uma, mexeu com todas! Vamos pra partida: bananas x vadias. A árbitra é Cidinha da Silva, que vai lançar um de seus livros e conversar sobre racismo no Brasil, mesmo aquele que se disfarça de boas intenções. Ah, os livros da autora estarão à venda!
Bate-papo com a escritora Cidinha da Silva sobre seu livro “Racismo no Brasil e Afetos Correlatos”

DATA: 10/05/2014 (sábado)
HORÁRIO: 16h30 às 18h30
LOCAL: Salão 1 da Estação Cultura de Campinas (Praça Marechal Floriano Peixoto, s/nº – Centro)

Organizaçao: Coletiva das Vadiashttps://marchavadiascampinas.milharal.org/
Blog da Cidinha da Silva: http://cidinhadasilva.blogspot.com.br/

bate papo cidinha X

 

Relato de violência sexual: carnaval, repressão e tentativa de estupro

<<ATENÇÃO aviso de acionadores : violência sexual e agressão >>

No dia 03 de março de 2014 sofri uma tentativa de estupro no meio do carnaval, que deveria ser alegre e saltitante, nas mediações da Praça do Côco, em Barão Geraldo – Campinas – SP.

 OOUUREAResolvi escrever este pequeno relato pois acredito na força do empoderamento da fala, na potencialidade do rompimento das amarras de nossa voz, do rompimento de nosso secular silenciamento e, no compartilhamento das opressões para que elas talvez doam menos. Porque ao narrarmos as violências que sofremos encorajamos outras mulheres a falar sobre seus sofrimentos. Porque é preciso que adicionemos mais sujetividade nas estatísticas alarmantes de violência contra as mulheres.

Neste dia saí pela primeira vez para a festa de rua de Barão. Nunca fui muito afeita à atmosfera colorida e festiva do Carnaval, mas nesse dia tive vontade de sair e fui. Porque era o meu direito ir.semnome

Acompanhei cercada de amigas e amigos o Bloco do Cupinzeiro e depois fiquei junto com um monte de gente gritando os conhecidos sambinhas do Pagode do Souza ali na Praça do Côco.

Do nada, literalmente do nada, somos chocados com gás lacrimogênio, bombas e balas de borracha. Foi o horror! Primeiro não sabíamos o que estava acontecendo, logo estávamos sendo empurrados e nossa integridade física estava sendo ameaçada pelo braço violento do Estado que a princípio deveria  nos proteger.

Isso foi noticiado nos jornais, mas não noticiaram o momento em que senti mãos apertando meus braços, outras mãos me puxando e me vi sendo levada por três caras para um canto. Entrei em desespero. Não acreditava que aquilo estava acontecendo COMIGO.photo3

Na minha militância feminista estou acostumada com as estatísticas sobre estupro e achava que eu estava ciente de que isso acontece com qualquer mulher, todos os dias. E ainda assim eu não acreditava. Eu não sabia o que fazer. E a sensação de vulnerabilidade, inaptidão e impotência te preenche como uma presença forte que te deixa paralisada.

Eles eram três, e eu era apenas uma. Eles eram três homens acostumados a utilizar sua força, seus corpos para conseguir o que querem.

mural-integracion-latinoamericana4Nós estávamos sob a atmosfera lancinante, petrificante e estonteante do gás lacrimogênio e ainda assim eles cogitavam obter prazer de um corpo que não estava disponível para eles. É repugnante. Eu não conseguia entender. Tentei usar os parcos conhecimentos de boxe e defesa pessoal que possuo, em vão. Eles eram três, e eu era apenas uma. Reagi. Esperneei. Não adiantou.

Eles me deram muitos tapas na cara, me bateram, me chutaram, me jogaram contra a parede.espernear

Quando eles não conseguiram abrir o meu short jeans, porque eu estava de cinto, e eles estavam com muita pressa, eles me jogaram no chão e um deles colocou um pênis ereto, nojento, fedido, melecado, sujo e muito humilhante na minha bochecha, tentando colocá-lo em minha boca.

Enquanto isso um deles, não sei se era esse mesmo ou outro, chutava minhas costelas.

Como um presente irônico do destino, caiu uma bomba que os desatinou e eu consegui sair correndo. Foi realmente tudo muito rápido.

Saí correndo para encontrar uma Praça do Côco sitiada pela polícia, a mesma que deveria nos defender. imagesVi adolescentes chorando e fui conversar com elas, pedir que fossem logo para suas casas. Fui perguntar para a polícia o porquê de uma ação tão desnecessária. Fui empurrada por um policial, caí no chão de novo e aí, ao sentir a dor dos hematomas que rapidamente roxearam minhas coxas e bunda, lembrei que aquilo tinha sim acontecido, não era um devaneio de uma mente perversa.

Caída na sarjeta em prantos, fui socorrida por lindas mulheres que me abraçaram e levaram para braços amigos.

Eu não me lembro da cara deles. Eu não consigo me lembrar, e isso me dilacera, me atordoa.

Mas não devo sentir culpa. A culpa é toda deles. Da sociedade, do sistema, do machismo. Do que seja. Mas não é minha.

A surra de peru na cara tomou outro significado. O que antes era RÁ!, huuum!, Rough sex! Agora é doloroso cogitar.

E ainda assim o alívio: poderia ter sido pior. Poderia ter sido mil vezes pior. Sim, poderia, mas não posso deixar de lado a mudança que o que aconteceu causou em mim. Essas coisas te fazem perceber a profundidade das violências a que estamos submetidas. E elas talvez sejam menos físicas do que psicológicas…

 O que posso fazer agora??? Era a pergunta que ressoava.

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Conversamos sobre possibilidades de ação na Coletiva da qual faço parte. O empoderamento que coletivos feministas proporcionam fazem com que o estilhaçamento de minha mente não tenha sido maior. E decidimos tornar o caso público.

No sábado posterior ao episódio, pude bradar com todas as minhas forças no 08 de março unificado da cidade de Campinas, pude dizer mais uma vez que minha sexualidade não é acessória, que meu corpo não está disponível para o bel prazer de homens loucos por poder, que o corpo é meu e eu dou pra quem eu quiser, que se ser livre é ser vadia então eu sou vadia siiiim, que eu quero poder andar na rua tranquilamente com a roupa que eu escolhi, sem medo de encontrar num beco ou num canto escuro a face daquele que vai me machucar. 75ad6312eb0fe5b902d4cb0b290abec0

Quase todas os machucados físicos já sararam, mas durante semanas tive que conviver com a dor dos hematomas ao deitar, ao tomar banho, ao me tocar, ao ser tocada.

Toda vez que olho a cicatriz que permanece em minha mão, lembro do cheiro ocre, vinagroso e macilento daquele pênis que queria penetrar minhas entranhas.

Sinto nojo. Nojo. Nojo. E raiva. Raiva. Muita raiva.

Pranto

Muita raiva de não saber o que fazer para reverter este quadro social tão desesperador de opressão às mulheres, aos negr@s, às lésbicas, aos gays, às trans, a todo mundo que é um pouco diferente da regra normativa imposta por uma ideologia “desigualizante”.

A única alternativa que me cabe, que nos cabe, é transformar essa raiva em força para a luta e ocupar todos os espaços que conseguirmos com o feminismo, para libertar o mundo enquanto libertamos a nós mesmas.

feminismo

 Decidi não denunciar. Claro que fiquei na dúvida, pensei nas estatísticas e como eu me omitiria sendo parte dessa luta todo dia?

Explico minha decisão, decidi não denunciar:

Primeiro porque a ação da polícia foi o que proporcionou o tumulto que proporcionou que eu ficasse longe dos meus amigos e que proporcionou que eu fosse agarrada. Uma grande parcela de culpa pelo ocorrido recai em minha análise sobre o aparelho coercitivo do Estado, e por isso eu não os perdoo. São eles que matam Amarildos e Claudias e, cegos pelo autoritarismo, ocupam diversas comunidades com sua própria lei, legalizando o terror.abbd1ab847f10fa7dc6b45a7aa10b111

Segundo porque eu não lembro da cara deles, não poderia haver nenhum resultado da denúncia além de meu caso se transformar num número seco, vazio, mais um…

Terceiro porque ainda que existam as Delegacias da Mulher, elas não contam com pessoal especializado que saiba lidar com esse tipo de caso e acolher a vítima. Quem participa de coletivo de mulheres e já acompanhou casos de denúncia sabe que o processo é todo muito doloroso e muitas vezes a pessoa desiste no meio, inclusive por insistência daqueles que deveriam protegê-la.

Eu não estava a fim de passar por todo esse processo, preferi denunciar por outros canais, para que outras mulheres saibam do episódio e fiquemos todas cada vez mais atentas e alertas.

Defendo que a decisão de denunciar ou não tem que ser da mulher, pois é ela quem vai ser humilhada, depreciada, por várias e várias vezes, sem saber se aquilo terá fim ou não. Vai ser questionada, levada a se auto incriminar, a desistir por falta de provas… que provas haveria nessa situação além do testemunho? Você é obrigada a ouvir pessoas dizendo que só penetração é estupro, ainda que já tenhamos conquistado legalmente que qualquer agressão sexual pode ser considerada estupro. E conseguimos isto no setor judiciário, argumentando com pessoas bem melhores em discussões do que aqueles que acham que as feministas estão sempre exagerando. E se um setor tão conservador foi obrigado a legitimar esta pauta quer dizer que o trem tá feio mesmo. É a constatação de uma estrutura tão machista, tão patriarcal que permite que os homens acreditem que nossos corpos são meros objetos voltados a seu prazer. E isso é inaceitável!

 Além disso, muitas e muitos de nós não compactuamos com o sistema prisional e com as medidas punitivas do Estado. Cada vez mais as denúncias alternativas (notas de apoio, comitê de direitos humanos, por exemplo) estão ganhando adeptos. A cada denúncia ou relato acredito que mais mulheres tomam coragem e expõem seus algozes. E precisamos agora dinamizar medidas, respostas para apoiar e acolher as mulheres que decidem não se calar.

Ninguém deseja passar por isso, antes de questionar uma vítima pensem que a maioria de nós não consegue imaginar o trauma que causa a vivência de uma violência.

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Se coloquem no lugar do outro, por um segundo. Por favor. O estupro é o coroamento das agressões e assédios que vivenciamos TODOS os dias, todas as horas.

É isso, o machismo mata, esfola, machuca, maltrata, viola, oprime todos os dias.

 

Mas isso não deve nos desanimar.feminismo2

Unidas, somos uma revolução! Juntas não há quem nos segure!

Não quero viver na cultura do medo, quero que a rua seja nossa!

Vamos à luta!

 Mexeu com uma, mexeu com todas!

Manifestação das Trabalhadoras Domésticas de Campinas nesta quarta, 02/04/2014

A Emenda Constitucional 72 foi aprovada em 2013, ela equipara os direitos das trabalhadoras domésticas às demais categorias. No entanto, para concretizar a equiparação, a lei requer regulamentação do Parlamento. O ato acontece em repúdio à inércia do Congresso e do Senado que há um ano não cumpriu este dever.

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8 de março … Ano a ano seguimos em luta, até que todas sejamos livres, respeitadas, fortes, até o que não exista mais machismo, homofobia, lesbofobia, racismo, transfobia, exploração, desigualdade e ai por diante.

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A manifestação do sábado foi linda, empoderadora, sensibilizadora e serviu para todas nós tirarmos aquele caroço da garganta, formado e fermentado pelas violências que sofremos cotidianamente.
Nós vamos pra rua para ter o direito de sermos quem quisermos, a liberdade de exercer nossa sexualidade, a possibilidade de escolher como será a nossa vida, de andar na rua, de vestir o que bem entendermos… enfim para sermos respeitadas como sujeitas que somos!

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A Coletiva das Vadias apresentou este JOGRAL com casos de violência de gênero na nossa região para lembrar mais uma vez que a violência ocorre todo dia e com qualquer uma, não estamos a salvo, mas lutaremos enquanto não estejamos todas livres.
Nos vestimos de riot gilrs, vândalas, pussy riots para mostrar nossa indignação!E fazer valer a nossa voz!

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A cada quatro minutos uma mulher é vítima de agressão no Brasil. A cada 90 minutos uma mulher é assassinada no pais.
Mulheres com idade entre 15 e 44 anos têm maior risco de estupro e violência doméstica do que de câncer ou acidentes de carro.
As mulheres são mortas ou sofrem violência para se ajustar a um papel de mulheres obedientes
As mulheres que são desobedientes e de “gênio forte” são chamadas de Vadias.
Aí perdem o direito à liberdade e, muitas vezes, à própria vida.

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Meu nome é Silvia,
Morava no Campo Belo
Tinha 25 anos, mãe de 4 filhos
Era auxiliar de limpeza e trabalhava para meu sustento,
Fui morta em meu bairro a pedradas
Se ser trabalhadora é motivo para ser apedrejada,
É motivo para ser chamada de vadia,
Então somos todas vadias,
Somos todas Silvia

Meu nome é Camila
Tinha 23 anos
Morava em Campinas
Fui estuprada e jogada no rio
Quando ia ao ponto de ônibus
Se sair de casa
É motivo para ser estuprada
para sermos chamadas de vadias,
então somos todas vadias,
somos todas Camila

Meu nome é Neusa,
Tinha 37 anos
Morava no Campo Belo.
Fui assassinada a golpes de tijolo pelo meu marido
na frente dos meus dois filhos.
Ele não queria que eu saísse de casa.
Se ser independente e autônoma
É motivo para levar tijoladas,
Para ser chamada de vadia
Então somos todas vadias,
Somos todas Neusa.

Meu nome é Bianca Lara,
Tinha 14 anos,
Fui estuprada e assassinada
por um amigo de meu pai.
Meu corpo ficou escondido na minha própria casa
debaixo da cama do meu assassino.
Se ser adolescente e ser alegre
É motivo para ser assassinada
é motivo para ser chamada de vadias
então somos todas vadias,
somos todas Bianca Lara.

Meu nome é Inaiara,
Tinha 25 anos
Morava no Campo Belo
Fui morta a pedradas pelo meu namorado
Ele já havia assassinado outra mulher no Paraná,
Se namorar apenas com quem quisermos
É motivo para ser assassinada,
Para ser chamada de vadia,
Então somos todas vadias
Somos todas Inaiara.

Meu nome é Jéssica,
Tinha 26 anos,
Morava no Jardim Guanabara
Fui morta e queimada por meu ex-namorado
Ele não aceitou o fim do namoro
Se terminar um namoro
É motivo para ser incendiada,
Para ser chamada de vadia,
Então somos todas vadias
Somos todas Jéssica.

Meu nome é Alex,
Tinha 8 anos,
Eu gostava de lavar louça,
Meu pai me espancou até dilacerar meu fígado,
Se fazer trabalho doméstico
É motivo para ser espancado,
Para ser chamado de Vadia,
Então somos todas Vadias,
Somos todas Alex.

Nossos nomes são Fernanda e Silvia,
Temos 16 anos.
Fomos estupradas por oito homens
Integrantes da banda new hit.
A juíza nos perguntou
porque aceitamos entrar no ônibus.
Se entrar em um carro
é motivo para sermos estupradas
para sermos chamadas de vadias
Então somos todas vadias.
Somos todas Fernanda e Silvia.

Somos a banda Pussy Riot
Somos feministas russas,
Fomos consideradas culpadas
por protestarmos contra o Estado e a Igreja,
Fomos presas e condenadas a trabalho forçado na Sibéria,
Se protestar
é motivo para sermos presas,
Para sermos chamadas de Vadias,
Então somos todas Vadias,
Somo todas Pussy Riot.

Sou chamada de Colombiana,
Trabalho no Itatinga.
Policiais quebraram meus braços e minhas pernas
Se ser prostituta
É motivo para apanhar
É motivo para ser chamada de vadia
Então somos todas vadias
Somos todas prostitutas

Meu nome é Maria da Penha
fui espancada diariamente pelo meu marido
Ele atirou em mim
Me deixou paraplégica .
Se não querer mais apanhar
Se dizer BASTA
é motivo para ser chamada de vadia,
então somos todas vadias,
somos todas Maria da Penha.

MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!!!

Fotos de Amanda Letícia:

 

Fotos de Robson Sampaio:

Concentração

Caminhada

Ato

Intervenção das Vadias

Oficina de Batucada Feminista

E a preparação para o 08 de março em Campinas já começou a ferver!!!!!!!!!!!

Oficina de Batucada Feminista dia 22/02, a partir das 14h, na Praça da Catedral

No batuque do tambor!
No batuque do tambor (tum tum tum)
a revolta social (tum tum tum)
nós somos as mulheres (tum tum tum)
da marcha mundial!
Contra a pobreza e a opressão (tum tum tum)
do capitalismo patriarcal (tum tum tum)
nós vamos provocar
uma revolução mundial!
Eeeeeeeeeeeeeê mulheres
mulheres, libertárias
Eeeeeeeeeeeeeeê mulheeeeres
feministas, revolucionárias
No batuque do tambor!!!! (tum tum tum)


batucada