Tradicional Feijoada do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas

Tá chegando a dia de comer a feijoada mais gostosa de Campinas!!!!

 O Sindicato das Trabalhadoras Domésticas organiza atividades para confraternização entre as associadas e também para ajudar no financiamento dos boletins semestrais e gestão.

Estamos com convites a venda aqui em Barão Geraldo, quem quiser só entrar em contato pelo email mesmo ou ligar no Sindicato para reservar.

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DE PERNAS PRO AR: A PEDAGOGIA A PARTIR DA PERSPECTIVA DA INFÂNCIA

CURSO DE FORMAÇÃO na área da Educação

Realização Mandato do vereador Paulo Bufalo (PSOL)

Apoio da Cedecamp – Centro de Defesa de Direitos de crianças e adolescentes de Campinas e Câmara Municipal.

Início em 09 de junho, às 19h, no Plenarinho da Câmara Municipal de Campinas.

ATENÇÃO: ABERTURA E ENCERRAMENTO NO TEATRO DA IMA – R. PADRE JOÃO GARCIA, 101 – PONTE PRETA – AO LADO DA SANASA.

Foto: João Zinclar - Açude Coremas Mãe D´água-Souzas (PB) do livro O Rio São Francisco e as águas no Sertão.

Foto: João Zinclar – Açude Coremas Mãe D´água-Souzas (PB) do livro
O Rio São Francisco e as águas no Sertão.


Programação:
09/6 – 19h – ABERTURA: Arte, cultura e infância – Tiche Viana

27/6 – 9h30 – SIM à igualdade de gênero: um debate urgente e necessário – Cintia Patti e Joseane Bufalo

02/7 – 19h – 25 anos de ECA: avanços e desafios – Paulo Bufalo e CEDECAMP

04/8 – 19h – Por uma pedagogia da escuta: infância e relações étnico-raciais no cotidiano da educação – Márcia Anacleto de Souza

22/8 – 9h30 – Essa ciranda não é minha só: infância e movimentos sociais – Fábio Accardo de Freitas

03/9 – 19h – Escola também é lugar de infância – Cristina Campos e Vilma Campos

26/9 – 9h30 – Criança e adolescente e o direito à cidade e ao meio ambiente – Levante Popular

08/10 – 19h – Vivência:Brincadeira e cultura popular – ser brincante desde criança – Renata Oliveira

16/10 – 19h – Arte e cultura na formação de docentes que trabalham com crianças – Ana Lucia Goulart de Faria

29/10 – 19h – Atualidade da experiência cubana na educação – à confirmar

Neste sábado: XI Manifestação Sáfica e I Caminhada Lésbica de Campinas

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Vem aí a XI Manifestação Sáfica – Evento de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de Campinas!
O evento, que precede a Parada do Orgulho LGBT de Campinas, acontecerá na Praça Bento Quirino (Praça do Sucão), a partir das 18h com a Dj Luana Hansen.

Este ano o evento contará com a presença de diversxs artistas que apoiam o movimento LGBT e estão na luta pela diversidade sexual e pelas especificidades das mulheres lésbicas e bissexuais.
Vamos ocupar esse espaço!

Atrações confirmadas:

///// Luana Hansen

///// Drika Ferreira

///// Samba das Mina

///// Marília Corrêa

No mesmo sábado, 27 de junho, a partir das 14h acontece a PRIMEIRA CAMINHADA DE LÉSBICAS E BISSEXUAIS DE CAMPINAS, um dos eventos que antecedem a 16ª Parada do Orgulho LGBT (Domingo dia 28).
Nossas principais avenidas serão mais uma vez palco de luta por igualdade de direitos na região metropolitana de Campinas e em especial pela visibilidade lésbica.

A concentração ocorrerá a partir das 14 horas, na Av. Francisco Glicerio no Largo do Pará em frente ao Palácio da Justiça.

“Vai não se esconde, vem pro sapabonde!!!”

Puta Dei Campinas – Dia 02 de junho

Preparem-se!
Vem aí a segunda Edição do Puta Dei Campinas.

Dia 02 de junho às 19h na Estação Cultura

Venha celebrar conosco o Dia Internacional da Prostituta, data em que buscamos visibilizar a nossa luta por direitos e reconhecimento.

Na nossa forma Puta de fazer movimento, todas e todos são bem vind*s para desfrutarem com prazer desse momento que evidencia parte da cultura da zona, repleta de sensualidade, potência e vida!

PROGRAMAÇÃO:

– Performance Bate-cabelo
– Performance Surpresa
– Desfile Daspu Real
– Púlpito de pessoas “Puta da Vida”
– Espaço criança

Realização:
Associação Mulheres Guerreiras – Campinas

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Dia Internacional da Prostituta:

No dia 2 de junho de 1975, 150 prostitutas ocuparam uma igreja em Lyon, na França, para denunciarem as violências e perseguições que sofriam por parte da polícia e dos poderes municipais.

Esse fato marca o início do movimento organizado de prostitutas no mundo, que busca a o reconhecimento do trabalho sexual como ocupação legítima e os direitos d*s trabalhador*s que o exercem.

Tendo em vista que a luta da profissionais do sexo muitas vezes é silenciada no nosso país, as organizações de prostitutas no Brasil promovem eventos no dia 2 de junho para visibilizar nossas pautas, nossas realidades, e por que não, festejar nossas conquistas.

Assim nasceu o Puta Dei , realizado pela primeira vez em Belém em 2012 e que se espalhou por todo o Brasil! Nossa proposta é realizar um evento que traga um pouco da irreverência e do humor do movimento de puta como uma forma de lutar contra o estigma e preconceito social, principais obstáculos para a conquista de nossos direitos.

 

Evento no face

Audiência pública sobre debates de gênero nas escolas de Campinas

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Saudações!

Estamos divulgando amplamente a tramitação na Câmara Municipal de Campinas de uma emenda, proposta pelo vereador Campos Filho, que almeja proibir qualquer debate sobre gênero nas escolas.

Acreditamos que a proibição não é o caminho. A escola é um espaço privilegiado de aprendizado, respeito ao próximo e diversidade.
Gostaríamos de diferenciar igualdade de gênero de ideologia de gênero.
Não existe tal ideologia, este é um discurso alarmista encampado por setores políticos que não levam em consideração a laicidade do Estado e a diversidade de nossa sociedade.
Consideramos que não há “ideologia de gênero” sendo impostas nas escolas mas sim que está sendo trilhado um caminho de debate aberto, infelizmente ainda inicial, sobre a construção dos papéis de gênero em nossa sociedade e o reconhecimento das diferentes sexualidades a partir da perspectiva da igualdade de gênero, raça, religião e orientação sexual a fim de combater todas as formas de preconceito e descriminação. Como dita nossa soberana Constituição Federal de 1988.

A escola tem por princípio e obrigação a não reprodução de preconceitos, e por isso, acreditamos que opiniões divergentes sobre o assunto podem sempre existir, mas a proibição do diálogo sobre o tema é anti-democrático, fere o principio do estado laico e não colabora para a desconstrução dos preconceitos e violências que são vivenciados por mulheres, gays, lésbicas, trans*, negros, dentre outros.

E como é uma proposta de emenda a Lei Orgânica Municipal, ela tem que passar por uma Audiência Pública antes de ser votada pelos vereadores. Chamamos a comunidade para compor o debate na Audiência Pública sobre “Termo Gênero no Plano Municipal de Educação”, organizada pela Comissão de Constituição e Legalidade, que será presidida pelo Vereador Thiago Ferrari, dia  01/06 – segunda-feira às 15h horas no Plenarinho da Câmara Municipal
(entrada pela Rua Roberto Mange, 66)

 
Na sexta-feira dia 29/05, às 14h vai ocorrer uma reunião da comissão especial de estudos sobre “Ideologia de Gênero no Plano Municipal de Educação.”Não podemos deixar que o conservadorismo tome conta da nossa legislação!

Se já é difícil fazer o debate nas escolas hoje, imagina com essa proibição… Isso é censura!
Precisamos de formação de professores e de confecção de materiais didáticos que não corroborem com violência de gênero, racismo, homofobia, lesbofobia, transfobia, preconceitos de qualquer tipo.
Nossa ampla participação é super importante neste momento!


 

Esperamos vocês!!!!!!!

Evento no face

 

Proposta de emenda:

PELOM 145/2015, PROCESSO 218888, DE AUTORIA DO SR. VEREADOR CAMPOS FILHO, QUE “ACRESCENTA PARÁGRAFO ÚNICO AO ART. 222 DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE CAMPINAS”. Disponível em: http://sapl.campinas.sp.leg.br/consultas/materia/materia_mostrar_proc?cod_materia=300966

 

 

Temos nos deparado constantemente com a necessidade de cursos, oficinas, palestras nas escolas para trabalhar junto aos alunos e professores temáticas relacionados ao gênero, sexualidade e violência contra a mulher. Essa demanda tem surgido a partir das próprias vivências nas escolas, a convite de professores, coordenadores pedagógicos e alunos, no sentido de ampliar o diálogo sobre o tema, devido a muitas situações de violência e falta de conhecimento que as escolas vivenciam no dia-a-dia.
É urgente a formação das professoras e dos professores para encampar este debate com respeito e qualidade!

Alguns materiais que utilizamos:
Gênero e Diversidade nas escolas:
http://estatico.cnpq.br/portal/premios/2014/ig/pdf/genero_diversidade_escola_2009.pdf
Escola sem Homofobia do MEC:
http://revistaescola.abril.com.br/pdf/kit-gay-escola-sem-homofobia-mec.pdf

Buteca das Vadias: Se Toca, Mulher!!

cartaz_buteca_unhapintadaButeca das Vadias

SE TOCA, MULHER!

Vamos celebrar e incentivar uma prática milenar: a siririca.

Queremos falar da sexualidade feminina, seus tabus, suas invisibilidades, inverdades, verdades ótimas, as gostosuras bem molhadinhas, as váaaaaaaarias possibilidades, tocando, gemendo e arfando numa noite de clímax!

A gente pode (e deve) ter prazer com a gente mesma!!! É maravilhoso.

Vamos juntas nesse sábado? Vai ser bapho.
Dia 25/04, no Bar do Ademir (em frente a entrada do meio da Moradia da Unicamp, em Barão Geraldo), a partir das 19h.
Chega cedo que acaba cedo, o bar fecha a uma da manhã, sem pestanejar.
Cinco reais de entrada e uma noite de muita animação!

Convida todo mundo!!!
Evento no face

Balanço das atividades de 2014 – Coletiva das Vadias de Campinas

2014 passou e vamos relembrar aqui a vadiagem que fizemos durante todo o ano…

08 de Março – Participamos de toda organizacao e realizamos o Jogral no Ato do Dia Internacional das Mulheres em Campinasreuniao para oito de marco 2014 reuniao para oito de marco 2014 (1)

080314 080314 a 080314 b

17/03 – Debate Descriminalização X Legalização – CR DST/Aids

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Curso de Formação das Promotoras Legais Populares Associação Cida da Terra (03/2014 – 09/2014)

curso plps d curso plps c  curso plps a curso plpscurso plps b23/03 – 8a Feijoada das Marias do Jongo,

Feijoada Marias do Jongo 230314 (5)

29/03 – Buteco das Vadias – Mulheres em Luta (ReaJa),buteco mulheres em luta 290314 b buteco mulheres em luta 290314 c

02/04 – Ato do Sindicato das Domésticas um ano da PEC 72/13 sem regulamentação

Ato domesticas 020414 (1)  Ato domesticas 020414 (3) Ato domesticas 020414 (4) Ato domesticas 020414 (5) Ato domesticas 020414 (2)Ato domesticas 020414 (8)30/04 – Colagem de cartazes no Jardim America: protesto aos casos de violência ocorrido nos bairro.

10/05 – Marcha da Maconha de Campinas

marcha da maconha marcha da maconha 2

10/05 – Bananas x Vadias – debate sobre racismo na mídia com a escritora Cidinha da Silva

bananas x vadias

18/05 – Atividade na Comunidade Menino Chorão – Dia Cultural: Inauguração da Oficina Cultural de Mulheres,

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inauguracao centro cultural menino chorao inauguracao centro cultural menino chorao 180514 inauguracao centro cultural menino chorao  180514

19/05 – Cine Vadia : Filme Thelma e Louise,

21/05 – GruVa Educação : Oficina Construção Social dos Gêneros com professores da Escola Estadual Telêmeco Paioli Melges – San Martin

02/06 – Puta Dei

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07/06 – Ato contra a revogação da portaria 415 – legalização do aborto em SP

ato contra revogacao portaria 415 SP 070614 16/06 – Formacao da Auto-Defesa com Lauren Souza,

formacao com a lauren

03/07 – Debate Legalização X Descriminalizacao do aborto,

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19/07 – Exibição do filme Mulheres Guerreiras : desbravando as estradas da vida – Jardim Itatinga

desbavando estradas da vida20/07 – Tradicional Feijoada das Domésticas

tradicional feijoada das domesticas 20071422/07 – Formação Interna sobre Diretos Sexuais e Reprodutivos com Claudia Barros

formacao interna 220714 (2)23/07 – Debate e apresentacao do Filme Mulheres Guerreiras no MIS

26/07 – Encontro de mulheres – Oficina com Forum pela Humanização do parto na Comunidade Menino Chorão

encontro na comunidade menino chorao 260714 (2)01 e 02/ 08 – I Congresso Estadual de Mulheres Catadoras

congresso_foto16/08 – Reuniao aberta para organizacao do Ato pela Descriminalização do Aborto,

17/08 – Frango com Polenta e Politica organizado pelas PLPs,

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19/08 – GruVa Educação : Palestra Feminismo – ETEC Rosa Perrone Scavone – Itatiba

 29/08 – Desabrocha sapatônico (junto com o Coletivo Babado)

 13/09 – Buteco das Vadias – Descriminalização do Aborto,

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18/09 – GruVa Educação – Exibição do Filme Mulheres Guerreiras : desbravando as estradas da vida – Escola Estadual Reverendo Profº José Carlos Nogueira – Bela Vista

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21/09 – Parada LGBT de Campinas, com Coletivo Babado e Grupo Identidadebonde dxs coloridxs

 27/09 – Marcha das Vadias de Campinas pela Descriminalização do Aborto.

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19/10 – Almoço em honra de Laudelina e inauguração do Espaço Interativo Laudelina de Campos Melo no Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas

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16/11 – Debate Prostituição Regulamentada: Pra Quem e Por Quê? Com Grupo Identidade

debate regulamentacao prostituicao 161114E QUE 2015 SEJA DE MUITA VADIAGEM, MUITA LUTA E MUITAS CONQUISTAS!

MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!!!

Buteco das Vadias pela Descriminalização do Aborto

Aeee!
Vem aí o quarto BUTECO DAS VADIAS pra animar a galera!
Do jeitinho que vocês conhecem, liberdade, libertinagem e música boa.

E dessa vez ainda com um plus: é a preparação para a Marcha das Vadias de Campinas em manifestação pela Descriminalização do Aborto!
Fiquem atentxs que logo divulgaremos mais informações!!!

Aonde? No Bar do Ademir, em frente ao portão do meio da moradia da Unicamp (Avenida Santa Isabel, Barão Geraldo)

Estaremos cobrando entrada (R$5,00) para financiar ações de luta contra a violência contra a mulher e nossas ações de incentivo à discussão pela descriminalização do aborto.

Cheguem cedo pra vadiar bastante! O Buteco fecha à 01h da manhã, sem mais delongas…

Evento no face

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Bananas X Vadias

Uma banana jogada em direção a um jogador negro durante um jogo de futebol. Isso, o ato de racismo contra o jogador Daniel Alves. Depois a onda ‪#‎SomosTodosMacacos‬. A adesão e a polêmica. Uma campanha antirracista ou a reprodução de um racismo que é sempre do outro? Ai alguém argumenta: a palavra “macaco” ganha outro significado na campanha, o que pode ser comparado com o que acontece com a palavra “vadia” na Marcha das Vadias. Peraí!!! Não é a mesma coisa, não! Mexeu com uma, mexeu com todas! Vamos pra partida: bananas x vadias. A árbitra é Cidinha da Silva, que vai lançar um de seus livros e conversar sobre racismo no Brasil, mesmo aquele que se disfarça de boas intenções. Ah, os livros da autora estarão à venda!
Bate-papo com a escritora Cidinha da Silva sobre seu livro “Racismo no Brasil e Afetos Correlatos”

DATA: 10/05/2014 (sábado)
HORÁRIO: 16h30 às 18h30
LOCAL: Salão 1 da Estação Cultura de Campinas (Praça Marechal Floriano Peixoto, s/nº – Centro)

Organizaçao: Coletiva das Vadiashttps://marchavadiascampinas.milharal.org/
Blog da Cidinha da Silva: http://cidinhadasilva.blogspot.com.br/

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Relato de violência sexual: carnaval, repressão e tentativa de estupro

<<ATENÇÃO aviso de acionadores : violência sexual e agressão >>

No dia 03 de março de 2014 sofri uma tentativa de estupro no meio do carnaval, que deveria ser alegre e saltitante, nas mediações da Praça do Côco, em Barão Geraldo – Campinas – SP.

 OOUUREAResolvi escrever este pequeno relato pois acredito na força do empoderamento da fala, na potencialidade do rompimento das amarras de nossa voz, do rompimento de nosso secular silenciamento e, no compartilhamento das opressões para que elas talvez doam menos. Porque ao narrarmos as violências que sofremos encorajamos outras mulheres a falar sobre seus sofrimentos. Porque é preciso que adicionemos mais sujetividade nas estatísticas alarmantes de violência contra as mulheres.

Neste dia saí pela primeira vez para a festa de rua de Barão. Nunca fui muito afeita à atmosfera colorida e festiva do Carnaval, mas nesse dia tive vontade de sair e fui. Porque era o meu direito ir.semnome

Acompanhei cercada de amigas e amigos o Bloco do Cupinzeiro e depois fiquei junto com um monte de gente gritando os conhecidos sambinhas do Pagode do Souza ali na Praça do Côco.

Do nada, literalmente do nada, somos chocados com gás lacrimogênio, bombas e balas de borracha. Foi o horror! Primeiro não sabíamos o que estava acontecendo, logo estávamos sendo empurrados e nossa integridade física estava sendo ameaçada pelo braço violento do Estado que a princípio deveria  nos proteger.

Isso foi noticiado nos jornais, mas não noticiaram o momento em que senti mãos apertando meus braços, outras mãos me puxando e me vi sendo levada por três caras para um canto. Entrei em desespero. Não acreditava que aquilo estava acontecendo COMIGO.photo3

Na minha militância feminista estou acostumada com as estatísticas sobre estupro e achava que eu estava ciente de que isso acontece com qualquer mulher, todos os dias. E ainda assim eu não acreditava. Eu não sabia o que fazer. E a sensação de vulnerabilidade, inaptidão e impotência te preenche como uma presença forte que te deixa paralisada.

Eles eram três, e eu era apenas uma. Eles eram três homens acostumados a utilizar sua força, seus corpos para conseguir o que querem.

mural-integracion-latinoamericana4Nós estávamos sob a atmosfera lancinante, petrificante e estonteante do gás lacrimogênio e ainda assim eles cogitavam obter prazer de um corpo que não estava disponível para eles. É repugnante. Eu não conseguia entender. Tentei usar os parcos conhecimentos de boxe e defesa pessoal que possuo, em vão. Eles eram três, e eu era apenas uma. Reagi. Esperneei. Não adiantou.

Eles me deram muitos tapas na cara, me bateram, me chutaram, me jogaram contra a parede.espernear

Quando eles não conseguiram abrir o meu short jeans, porque eu estava de cinto, e eles estavam com muita pressa, eles me jogaram no chão e um deles colocou um pênis ereto, nojento, fedido, melecado, sujo e muito humilhante na minha bochecha, tentando colocá-lo em minha boca.

Enquanto isso um deles, não sei se era esse mesmo ou outro, chutava minhas costelas.

Como um presente irônico do destino, caiu uma bomba que os desatinou e eu consegui sair correndo. Foi realmente tudo muito rápido.

Saí correndo para encontrar uma Praça do Côco sitiada pela polícia, a mesma que deveria nos defender. imagesVi adolescentes chorando e fui conversar com elas, pedir que fossem logo para suas casas. Fui perguntar para a polícia o porquê de uma ação tão desnecessária. Fui empurrada por um policial, caí no chão de novo e aí, ao sentir a dor dos hematomas que rapidamente roxearam minhas coxas e bunda, lembrei que aquilo tinha sim acontecido, não era um devaneio de uma mente perversa.

Caída na sarjeta em prantos, fui socorrida por lindas mulheres que me abraçaram e levaram para braços amigos.

Eu não me lembro da cara deles. Eu não consigo me lembrar, e isso me dilacera, me atordoa.

Mas não devo sentir culpa. A culpa é toda deles. Da sociedade, do sistema, do machismo. Do que seja. Mas não é minha.

A surra de peru na cara tomou outro significado. O que antes era RÁ!, huuum!, Rough sex! Agora é doloroso cogitar.

E ainda assim o alívio: poderia ter sido pior. Poderia ter sido mil vezes pior. Sim, poderia, mas não posso deixar de lado a mudança que o que aconteceu causou em mim. Essas coisas te fazem perceber a profundidade das violências a que estamos submetidas. E elas talvez sejam menos físicas do que psicológicas…

 O que posso fazer agora??? Era a pergunta que ressoava.

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Conversamos sobre possibilidades de ação na Coletiva da qual faço parte. O empoderamento que coletivos feministas proporcionam fazem com que o estilhaçamento de minha mente não tenha sido maior. E decidimos tornar o caso público.

No sábado posterior ao episódio, pude bradar com todas as minhas forças no 08 de março unificado da cidade de Campinas, pude dizer mais uma vez que minha sexualidade não é acessória, que meu corpo não está disponível para o bel prazer de homens loucos por poder, que o corpo é meu e eu dou pra quem eu quiser, que se ser livre é ser vadia então eu sou vadia siiiim, que eu quero poder andar na rua tranquilamente com a roupa que eu escolhi, sem medo de encontrar num beco ou num canto escuro a face daquele que vai me machucar. 75ad6312eb0fe5b902d4cb0b290abec0

Quase todas os machucados físicos já sararam, mas durante semanas tive que conviver com a dor dos hematomas ao deitar, ao tomar banho, ao me tocar, ao ser tocada.

Toda vez que olho a cicatriz que permanece em minha mão, lembro do cheiro ocre, vinagroso e macilento daquele pênis que queria penetrar minhas entranhas.

Sinto nojo. Nojo. Nojo. E raiva. Raiva. Muita raiva.

Pranto

Muita raiva de não saber o que fazer para reverter este quadro social tão desesperador de opressão às mulheres, aos negr@s, às lésbicas, aos gays, às trans, a todo mundo que é um pouco diferente da regra normativa imposta por uma ideologia “desigualizante”.

A única alternativa que me cabe, que nos cabe, é transformar essa raiva em força para a luta e ocupar todos os espaços que conseguirmos com o feminismo, para libertar o mundo enquanto libertamos a nós mesmas.

feminismo

 Decidi não denunciar. Claro que fiquei na dúvida, pensei nas estatísticas e como eu me omitiria sendo parte dessa luta todo dia?

Explico minha decisão, decidi não denunciar:

Primeiro porque a ação da polícia foi o que proporcionou o tumulto que proporcionou que eu ficasse longe dos meus amigos e que proporcionou que eu fosse agarrada. Uma grande parcela de culpa pelo ocorrido recai em minha análise sobre o aparelho coercitivo do Estado, e por isso eu não os perdoo. São eles que matam Amarildos e Claudias e, cegos pelo autoritarismo, ocupam diversas comunidades com sua própria lei, legalizando o terror.abbd1ab847f10fa7dc6b45a7aa10b111

Segundo porque eu não lembro da cara deles, não poderia haver nenhum resultado da denúncia além de meu caso se transformar num número seco, vazio, mais um…

Terceiro porque ainda que existam as Delegacias da Mulher, elas não contam com pessoal especializado que saiba lidar com esse tipo de caso e acolher a vítima. Quem participa de coletivo de mulheres e já acompanhou casos de denúncia sabe que o processo é todo muito doloroso e muitas vezes a pessoa desiste no meio, inclusive por insistência daqueles que deveriam protegê-la.

Eu não estava a fim de passar por todo esse processo, preferi denunciar por outros canais, para que outras mulheres saibam do episódio e fiquemos todas cada vez mais atentas e alertas.

Defendo que a decisão de denunciar ou não tem que ser da mulher, pois é ela quem vai ser humilhada, depreciada, por várias e várias vezes, sem saber se aquilo terá fim ou não. Vai ser questionada, levada a se auto incriminar, a desistir por falta de provas… que provas haveria nessa situação além do testemunho? Você é obrigada a ouvir pessoas dizendo que só penetração é estupro, ainda que já tenhamos conquistado legalmente que qualquer agressão sexual pode ser considerada estupro. E conseguimos isto no setor judiciário, argumentando com pessoas bem melhores em discussões do que aqueles que acham que as feministas estão sempre exagerando. E se um setor tão conservador foi obrigado a legitimar esta pauta quer dizer que o trem tá feio mesmo. É a constatação de uma estrutura tão machista, tão patriarcal que permite que os homens acreditem que nossos corpos são meros objetos voltados a seu prazer. E isso é inaceitável!

 Além disso, muitas e muitos de nós não compactuamos com o sistema prisional e com as medidas punitivas do Estado. Cada vez mais as denúncias alternativas (notas de apoio, comitê de direitos humanos, por exemplo) estão ganhando adeptos. A cada denúncia ou relato acredito que mais mulheres tomam coragem e expõem seus algozes. E precisamos agora dinamizar medidas, respostas para apoiar e acolher as mulheres que decidem não se calar.

Ninguém deseja passar por isso, antes de questionar uma vítima pensem que a maioria de nós não consegue imaginar o trauma que causa a vivência de uma violência.

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Se coloquem no lugar do outro, por um segundo. Por favor. O estupro é o coroamento das agressões e assédios que vivenciamos TODOS os dias, todas as horas.

É isso, o machismo mata, esfola, machuca, maltrata, viola, oprime todos os dias.

 

Mas isso não deve nos desanimar.feminismo2

Unidas, somos uma revolução! Juntas não há quem nos segure!

Não quero viver na cultura do medo, quero que a rua seja nossa!

Vamos à luta!

 Mexeu com uma, mexeu com todas!